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04 SITUAÇÕES QUE PREJUDICAM OS RESULTADOS DA OBRA.

Construção de um empreendimento
Fonte: G1 (2020).

Praticar gestão de obras dentro do canteiro é mudar um pouco a mentalidade de que nada funciona, que tudo demora e as coisas são difíceis. É preciso conscientizar e pontuar algumas dificuldades reconhecidas, coisas que não se consegue resolver, e que mostra que os resultados não sejam bons.

O primeiro motivo é que o planejamento deve ser entendido como estimativa e não como algo exato. Tanto que é os orçamentos são baseados em índices de consumo de material e índices de produtividade da mão de obra, da TCPO do SINAPI por exemplo, que são bancos de dados estatísticos e portanto não são exatos e não refletem as necessidades de cada cidade brasileira que possui mão de obra diferentes, mas no geral é preciso que se tenha um ponto de partida. Então os orçamentos com previsões e percentuais de folga, pode parecer estranho no primeiro momento, pois passam uma imagem que não se confia no que está sendo planejado. Mas, estudos mais avançados sobre gestão de projetos inclusive ligadas ao lean constrution admitem Buffering (pulmão), que pode-se entender como uma reserva para acomodar as interferências e variações possíveis. Então deve-se classificar as folgas de tempo de acordo com as etapas de obra. Por exemplo na etapa de fundação sujeita a variações, pode se encontrar surpresas não previstas na execução. Colocamos então uma margem de tempo para acomodar um possível atraso na etapa citada. Portanto a previsão de tempo macro pode permanecer fixas, mas dentro de cada etapa pode-se trabalhar com uma janela de tempo. Caso o atraso não aconteça, alguma outra ocorrência pode-se antecipar ou até mesmo concluindo a obra no tempo menor do que o prometido, isto é mais coerente do que prometer a obra em uma data muito rígida, pois se qualquer coisa não sair como esperado, pode-se atrasar a entrega.

Outro fator que prejudica a entrega é a falta de planejamento sem um escopo detalhado e completo da obra. Muitos profissionais tem dificuldade de identificar a lista de serviços que compõe a obra. Não existe uma maneira mágica para aprender. É uma etapa que custa tempo de médio a longo prazo. Pois é necessário conhecimento em projetos, é preciso ter um repertório das coisas que precisam acontecer e que precisam ser executadas com capturas de imagem. Por exemplo, quando deseja-se aprender a execução de viga baldrame, pode-se perceber que existe escavação, fôrma, desforma, reaterro, a partir disso irá surgir uma lista de tarefas. Quando uma etapa é esquecida, isso vai consumir, custos e tempo, e por isso causará desvios entre situação real de obra e situação prevista, então vai dar a impressão que o planejamento falhou, e de fato ocorre, por falta de conhecimento profundo do processo construtivo.

O outro motivo que acarreta de uma obra não ser bem executada, é que um planejamento por vezes está na cabeça do engenheiro, por que ele é o autor do mesmo na maioria das vezes. Mas pode não ser suficiente, quando os dados de quem planeja, não chegam nos ouvidos de quem executa. E isso depende de uma comunicação assertiva. É algo importante, pois precisamos informar de maneira clara as tarefas e dar o feedback do trabalho realizado.

O quarto fator que fazem com que as obras não dêem certo, é quando se tem o orçamento e planejamento, mas o engenheiro não utiliza do documento para tomada de decisões, e este documento acaba guardado na gaveta. O cronograma por exemplo, pode-se entender com qual antecedência que é preciso comprar os matérias para utilizar os mesmos, de maneira antecipada de forma que ele chegue na obra antes que o serviço comece. E quando não se utiliza, está gerenciando uma obra apenas na forma visual, e isso não é suficiente para tomadas de boas decisões de forma antecipada.



Referência http://www.wanessafazinga.com.br/mgo

Conheça o Autor:
Danilo Martins Pereira
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